Com a Palavra

Taxista pede no rádio que classe tenha prioridade para tomar vacina contra H1N1

Segundo o raciocínio do ouvinte chofer de praça, os taxistas estão no grupo de risco por terem contato constante com pessoas variadas.

taxis-na-foto

Hoje pela manhã, ouvindo o rádio, a notícia em pauta ainda era a procura pela vacina contra o vírus H1N1, que causou um grande tumulto numa clínica localizada no bairro de Mangabeiras. Segundo disseram, a clínica particular era a única a oferecer as doses da vacina na capital, ao custo de R$ 90,00.

Confusões à parte, o que chamou mesmo minha atenção foi a reivindicação de um taxista que enviou seu protesto à rádio, indicando que a campanha de vacinação do governo, que iniciará em 25 de abril, deveria contemplar também os taxistas da capital.

Bem, é sabido por todos que a campanha da rede pública irá vacinar apenas grupos prioritários, como crianças menores de 5 anos, idosos, portadores de doenças crônicas e profissionais da saúde.

Mas por que incluir a classe dos taxistas?

Segundo o raciocínio do ouvinte chofer de praça, os taxistas estão no grupo de risco por terem contato constante com pessoas variadas.

Me perguntei se ele seria muito inocente ou muito espertinho. Afinal, parece estar querendo elevar a classe dos taxistas para um nível acima de toda a raça humana. Não basta ter liberdade para transitar dentro da faixa azul (com ou sem passageiros) e de comprar automóveis com descontos especiais? Também é preciso ter prioridade para tomar uma vacina? TENHA DÓ!

Mais contato com o público tem os cobradores e motoristas de ônibus, caixas de supermercados, bancários e até o vendedor de churros da Ponta Verde. Será que todos estes, então, deveriam ter prioridade?

Tenho certeza de que a opinião deste coitado não representa a da classe dos taxistas em Maceió. Mas sinto pena mesmo é do programa de rádio que, pela falta de pauta, abre espaço para este tipo de asneira.

E você, o que acha? O taxista tem razão?

DEIXE SEU COMENTÁRIO