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Lei Maria da Penha completa 20 anos entre avanços legais e desafios na fiscalização

Marco legal revolucionou o combate à violência contra a mulher, mas especialistas alertam para falhas na aplicação prática e alta nos casos de feminicídio.
Imagem: José Cruz/Agência Brasil
A Lei Maria da Penha completa 20 anos de sanção como marco no combate à violência doméstica no Brasil, enfrentando desafios persistentes como o aumento dos feminicídios, subnotificação e falhas no cumprimento de medidas protetivas de urgência.

A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) completa 20 anos de sua sanção como o principal instrumento jurídico de combate à violência doméstica e familiar no Brasil. A legislação permitiu retirar a agressão contra a mulher da esfera privada ao tipificar condutas de violência física, psicológica, sexual, patrimonial, moral e, mais recentemente em 2026, vicária — praticada por meio de terceiros e filhos para atingir a vítima.

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Apesar da consolidação do texto legal na rotina do Judiciário, dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) indicam que o país registrou 1.568 feminicídios em 2025, um avanço de 4,7% frente ao período anterior. Especialistas e juristas apontam que a efetividade das medidas esbarra na sobrecarga das estruturas públicas e no descumprimento sistemático de ordens judiciais, a exemplo das medidas protetivas de urgência, além da expansão do assédio para ambientes digitais.

A criação da norma decorreu da mobilização da ativista Maria da Penha Maia Fernandes, cuja condenação do agressor pelo Estado brasileiro foi objeto de responsabilização internacional perante a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA. Duas décadas após a promulgação, defensores dos direitos humanos enfatizam a necessidade de fortalecimento da rede de acolhimento e rigor na aplicação das garantias já previstas em lei.

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