Ficar com o nariz entupido durante um resfriado ou uma crise alérgica é uma situação comum. Quando a dificuldade para respirar se torna frequente ou demora a passar, no entanto, é importante descobrir o que está provocando o problema. Isso porque a obstrução nasal é um sintoma e pode ter diferentes causas.
Segundo a otorrinolaringologista Amanda Lira, da Santa Casa de Maceió, a duração do quadro e outros sinais apresentados pelo paciente ajudam a direcionar a investigação. “É importante saber o que está associado a esse nariz entupido. Se a pessoa apresenta espirros, coriza, dor de cabeça, pressão na face e se estamos diante de um quadro agudo ou mais persistente”, explica.
Resfriados e outras infecções respiratórias estão entre as causas mais comuns dos episódios passageiros. Quando o problema persiste, pode estar relacionado a rinite, rinossinusite, pólipos ou alterações na estrutura do nariz, como desvio de septo e aumento das conchas nasais. Nas crianças, o aumento da adenoide também é uma causa frequente.
A forma como a obstrução se apresenta também fornece pistas. Se a pessoa tem apenas dificuldade para respirar, sem secreção, espirros ou dor, uma causa anatômica pode ser considerada. Já a presença de coriza, catarro, dor ou pressão na face pode estar associada a outros quadros. A obstrução persistente de apenas um lado do nariz também merece atenção.
Além do incômodo para respirar, o nariz constantemente entupido pode prejudicar o sono. A pessoa pode dormir de forma mais agitada, acordar cansada e sentir os efeitos de uma noite mal dormida nas atividades do dia seguinte. Dependendo do caso, a voz também pode sofrer alterações.
Na tentativa de respirar melhor, é comum recorrer aos descongestionantes nasais vendidos em farmácias. O alívio rápido, porém, não significa que o problema esteja sendo tratado.
“O descongestionante pode ser utilizado de maneira muito pontual, em uma fase aguda, quando a obstrução está atrapalhando até o sono. Mas ele melhora o sintoma temporariamente. Depois que o efeito passa, o nariz pode voltar a entupir”, explica.
O uso prolongado e sem orientação pode provocar efeito rebote e levar à dependência do medicamento. Por isso, Amanda alerta para os riscos da automedicação. Quando prescrito pelo médico, o descongestionante pode ser associado a outros medicamentos destinados ao tratamento da causa da obstrução.
Entre os cuidados que podem ajudar no dia a dia está a lavagem nasal, principalmente para quem produz muita secreção ou permanece em ambientes com poeira, mofo e outros agentes capazes de irritar as vias respiratórias.
A lavagem ajuda a retirar secreções e partículas que entram em contato com a mucosa. O procedimento pode ser feito por adultos e crianças, mas a técnica deve ser orientada corretamente, sobretudo nos pequenos.
“Quando fazemos a lavagem, diminuímos o contato desses agentes irritantes com a mucosa e ajudamos a reduzir o processo inflamatório”, explica Amanda.









