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Brasil negocia 20 contratos com multinacionais para uso da Base de Alcântara

Estatal Alada faz prospecção de clientes globais para o Centro Espacial do Maranhão, que desponta como alternativa estratégica em mercado aquecido.
Imagem: Divulgação / Sgt Vanessa Sonaly
Lançamento de foguete sul-coreano em Alcântara.

O governo federal abriu negociações para fechar cerca de 20 contratos com empresas multinacionais das Américas, Europa, Ásia e Oceania interessadas em utilizar a infraestrutura do Centro Espacial de Alcântara (CEA), no Maranhão. O processo de captação comercial é gerenciado pela Alada, estatal criada em 2024 para gerir os negócios aeroespaciais do país. A meta das autoridades é viabilizar ao menos um lançamento de veículo privado ainda no decorrer de 2026, consolidando a base brasileira como um agente ativo no mercado global de transportes orbitais.

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Entre as tratativas em estágio mais avançado está a da empresa sul-coreana Innospace, que obteve autorização da Agência Espacial Brasileira (AEB) no dia 22 de junho para realizar uma nova missão de teste com foco em pequenos satélites de telecomunicação e defesa. O setor de infraestrutura aeroespacial atravessa um período de alta demanda e escassez de bases disponíveis no planeta, após movimentar US$ 220 bilhões globalmente em 2025. O principal concorrente regional da base maranhense, o centro espacial de Kourou, na Guiana Francesa, encontra-se com sua capacidade operacional saturada por missões europeias.

Do ponto de vista técnico e logístico, o Centro Espacial de Alcântara possui capacidade de atendimento para foguetes de pequeno e médio portes com cargas úteis entre 20 e 50 toneladas, faixa compatível com o foguete Falcon da SpaceX. A base apresenta como diferencial competitivo sua proximidade geográfica com a Linha do Equador, característica que reduz em até 30% o consumo de combustível dos foguetes em direção à órbita geoestacionária. A viabilidade jurídica das operações comerciais está respaldada no Acordo de Salvaguardas Tecnológicas firmado com os Estados Unidos em 2019, que garante a proteção da propriedade intelectual norte-americana presente em cerca de 80% dos componentes aeroespaciais do mercado.

MaceióBrasil