A Semana Mundial do Aleitamento Materno (SMAM) de 2026 marca o início das mobilizações do Agosto Dourado no Brasil sob o tema “Amamentação para um começo de vida sustentável: fortaleça o que funciona”. A diretriz global, definida pela World Alliance for Breastfeeding Action (WABA), busca valorizar e expandir estratégias públicas de saúde, nutrição e apoio às famílias que já demonstraram eficácia comprovada no incentivo à amamentação.
No cenário nacional, o Ministério da Saúde aproveita a data para reforçar o rigor da Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes e Crianças de Primeira Infância (NBCAL). Regulamentada pela Lei nº 11.265/2006, a legislação proíbe patrocínios financeiros ou materiais diretos a médicos, veda a publicidade de bicos e chupetas, impede a distribuição de fórmulas em recém-nascidos de alto risco e restringe rotulagens que induzam dúvidas sobre a capacidade materna de amamentar.
O compromisso brasileiro visa alcançar a marca de 70% de aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida até o ano de 2030 — meta superior aos 60% estabelecidos internacionalmente pela Assembleia Mundial da Saúde. O índice nacional saltou de 4,7% na década de 1980 para 45,8% em 2019, segundo dados do Estudo Nacional de Nutrição Infantil (Enani). Especialistas apontam que a consolidação desses indicadores é reflexo direto da integração de políticas públicas voltadas à redução da mortalidade infantil, segurança alimentar e combate às desigualdades sociais.









