Uma pesquisa realizada pelo Instituto QualiBest, encomendada pela Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), apontou que 69% dos consumidores no Brasil têm receio de comprar medicamentos falsificados na internet. Além disso, 85% dos entrevistados afirmaram que as plataformas de vendas online devem ser responsabilizadas pela oferta de remédios sem registro, vencidos ou de procedência desconhecida.
O levantamento foi divulgado no momento em que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) abriu um processo administrativo para regulamentar a Lei nº 15.357/2026. A legislação permite que farmácias e drogarias licenciadas contratem canais digitais e aplicativos exclusivamente para logística e entrega, mantendo a obrigatoriedade da supervisão farmacêutica, controle de prescrições e armazenamento adequado sob responsabilidade das drogarias.
Órgãos de defesa do consumidor, como o Procon, orientam que as ofertas não produzem efeitos imediatos até a conclusão da norma pela Anvisa. A recomendação aos usuários é desconfiar de preços muito abaixo do valor de mercado, verificar o registro das farmácias vendedoras e guardar comprovantes de compra e notas fiscais para resguardar direitos em caso de irregularidades.









