Carregando...
Search

Tremores: quando o sintoma é comum e quando pode indicar doença neurológica

Neurologista tirou dúvidas para os alunos do Grupo de Envelhecimento Ativo da Santa Casa de Maceió

Presente em diferentes faixas etárias, mas mais frequente entre idosos, o tremor é um sintoma que costuma gerar dúvidas e, muitas vezes, preocupação. Embora, em boa parte dos casos, esteja associado a condições benignas, também pode ser um sinal de doenças neurológicas e, por isso, merece atenção.

PUBLICIDADE


O tema foi discutido pelo neurologista Victor Macedo, durante encontro do Grupo de Envelhecimento Ativo da Santa Casa de Maceió. “Existem diferentes tipos de tremor e nem todos indicam um quadro grave. Entre os mais comuns está o tremor essencial, considerado benigno e que pode surgir de forma isolada, sem relação com outras doenças. Por outro lado, há situações em que o sintoma pode estar associado a condições como a Doença de Parkinson, especialmente quando vem acompanhado de outros sinais, como rigidez muscular, lentidão de movimentos e alterações no equilíbrio”, explicou.

Durante a atividade, também foram apresentados critérios importantes para identificar quando o tremor exige avaliação médica. Mudanças na intensidade, frequência ou padrão do sintoma, além de impacto nas atividades do dia a dia, são alguns dos pontos de alerta.

De acordo com o neurologista, um dos principais desafios é justamente diferenciar os casos que não representam risco daqueles que precisam de investigação. “Nem todo tremor é doença. O mais importante é observar o contexto e, diante de dúvidas, buscar orientação profissional”, destacou.

Para Macedo, o espaço reservado às segundas-feiras no Centro de Estudos do hospital é de suma importância para a sociedade. “O público idoso, muitas vezes, tem limitação em ter acesso à informação, sobretudo a informação de qualidade em área da saúde, visto que a maior parte dessas informações é através do meio digital e que, infelizmente, uma boa parte dos idosos ainda tem dificuldade nesse meio, seja pela dificuldade de uso, seja por não saber procurar nas fontes adequadas essas informações. O projeto é muito bom, de educação e saúde, pois ajuda a debater pontos como a importância de um diagnóstico precoce, uma orientação de qualidade, a quebra de mitos que às vezes existem em relação a certas doenças”.

MaceióBrasil