Quem nunca circulou pelas ruas de Maceió em busca de um lugar para estacionar e deparou com cones, cavaletes ou caixotes impedindo o acesso? Para responder a essa prática que desafia o direito de ir e vir dos motoristas, o Departamento Municipal de Transportes e Trânsito (DMTT), em parceria com a Secretaria Municipal de Segurança Cidadã (Semsc), realizou mais uma etapa da chamada Operação Usurpação entre os dias 22 e 28 de junho de 2026. O objetivo da iniciativa é um só: questionar e combater a apropriação indevida dos espaços que pertencem a toda a população.
Durante as fiscalizações, as equipes recolheram 68 cones que eram utilizados para privatizar o asfalto de forma irregular. Em uma reviravolta curiosa, os agentes também recuperaram seis cones que pertenciam ao próprio DMTT e estavam sendo usados indevidamente por particulares. A varredura recolheu ainda uma grande quantidade de piquetes de madeira e concreto, sacos de lixo e fitas zebradas, materiais improvisados para afastar os condutores e garantir o controle de trechos da via pública de forma clandestina.
Afinal, o que diz a lei sobre essa reserva de vagas? O DMTT reforça que calçadas, ruas e estacionamentos são bens públicos e nenhum cidadão ou comerciante pode tomá-los para si sem uma autorização prévia e legalizada. Segundo o diretor-presidente do órgão, André Costa, a ação tem um forte caráter educativo para conscientizar a comunidade de que o espaço urbano deve ser democrático. Para manter a rotatividade das vagas, as fiscalizações continuam de forma itinerante por toda a cidade, e a prefeitura incentiva a população a denunciar novos bloqueios pelos canais oficiais de Maceió.










