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Santa Casa de Maceió conquista categoria A da SBOT para formação em Ortopedia e Traumatologia

Classificação tem vigência de 2026 a 2032 e considera estrutura hospitalar, programa de ensino, volume cirúrgico e produção científica

O Serviço de Ortopedia e Traumatologia da Santa Casa de Maceió conquistou a categoria A da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), classificação que reconhece a qualidade da estrutura e do ensino oferecido aos médicos em formação. Concedido pela Comissão de Ensino e Treinamento (CET) da entidade, o certificado terá vigência de 2026 a 2032.

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Segundo o coordenador do serviço, o ciurgião Antônio Alício, a avaliação considerou critérios como produção científica, infraestrutura hospitalar, organização do programa de residência e volume cirúrgico. Para ele, o resultado reconhece uma construção coletiva iniciada em 2009, quando o serviço foi criado e credenciado junto à SBOT e ao Ministério da Educação (MEC).

“Essa classificação é muito importante para a Santa Casa e, mais do que tudo, é um grande estímulo a todos que fazem a Ortopedia da instituição acontecer”, afirma.

Desde a criação, em 2009, o serviço ampliou a equipe e a capacidade assistencial. O número de preceptores, médicos responsáveis por orientar e supervisionar os residentes, passou de seis para 23. O volume cirúrgico também quintuplicou, ampliando as oportunidades de formação prática.

A estrutura reúne diferentes áreas da especialidade, entre elas ortopedia pediátrica, oncologia ortopédica, e cirurgias de pé e tornozelo, joelho, quadril, coluna, mão, ombro e cotovelo. Essa diversidade permite aos residentes acompanhar diferentes condições ortopédicas e participar de procedimentos ao longo da formação.

Outro diferencial, segundo o coordenador, é a experiência nos atendimentos filantrópico e privado. O contato com essas duas realidades amplia a compreensão dos médicos sobre as possibilidades de tratamento e as condições de acesso aos recursos disponíveis.

“O residente tem a possibilidade de ver todas as áreas da ortopedia no atendimento ao paciente privado e ao paciente filantrópico. Esse conjunto permite uma visão geral do mercado, das limitações e das vantagens do acesso à tecnologia, preparando o profissional para trabalhar tanto no serviço público quanto no privado”, explica.

A formação também inclui aulas, atividades científicas e participação em congressos. Preceptores e residentes apresentam trabalhos, publicam artigos em revistas especializadas e contribuem para a produção de livros.

“A classificação demonstra que fazemos publicações científicas e temos um programa de residência estruturado, com aulas e atividades científicas. Preceptores e residentes participam ativamente dos congressos, apresentam temas livres, publicam em revistas e escrevem livros”, ressalta.

O reconhecimento envolve o trabalho integrado da coordenação, da preceptoria e das áreas de Ensino e Pesquisa da Santa Casa de Maceió. “Essa conquista nos dá uma grande gratificação pela construção ao longo desses anos e serve como estímulo para seguirmos adiante”, conclui.

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