Casas do bairro do Bom Parto, em Maceió, passarão por inspeção judicial no próximo dia 22 de julho, às 15h, com o objetivo de verificar os danos provocados por afundamentos e fraturas no solo. A medida foi determinada pela Justiça Federal a partir de um pedido da Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE/AL), com base em relatos de moradores sobre o agravamento dos problemas estruturais na região.
A ação busca ampliar a área de realocação já determinada judicialmente, incluindo toda a zona classificada como Criticidade 01. A solicitação não se restringe apenas ao Bom Parto, mas se estende a ruas próximas que também apresentam o mesmo grau de risco, como a Marquês de Abrantes. Após a vistoria, caberá ao juiz da 3ª Vara Federal decidir se acata ou não o pedido da Defensoria.
O bairro do Bom Parto está entre os cinco mais afetados pelos impactos da mineração promovida pela Braskem em Maceió. Segundo o defensor público Ricardo Melro, que visitou diversas vezes a comunidade, a solicitação judicial está embasada em um conjunto de provas que inclui vídeos, fotos, depoimentos e reportagens. Todo o material foi anexado ao processo com o objetivo de fortalecer o pedido de reavaliação da tutela antecipada já concedida.
A inspeção judicial será acompanhada por técnicos do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) e por representantes do Núcleo de Proteção Coletiva da DPE/AL. A iniciativa visa garantir que a decisão judicial esteja ancorada em evidências técnicas e na realidade vivida pelas famílias impactadas.
De acordo com Melro, a Defensoria segue monitorando a situação dos moradores e reafirma o compromisso com uma atuação baseada em dados concretos e na escuta ativa das vítimas. O órgão busca assegurar que as medidas judiciais reflitam fielmente os riscos enfrentados pela população local.









