As cicatrizes do afundamento do solo causado pela extração de sal-gema continuam no centro das atenções técnicas da capital alagoana. O Comitê de Acompanhamento Técnico (CAT) deu início a uma ampla campanha de vistorias de campo que vai inspecionar cerca de 2.093 imóveis localizados no entorno imediato do Mapa de Linhas de Ações Prioritárias. A força-tarefa reúne profissionais da Defesa Civil de Maceió, da Defesa Civil Nacional, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), do Instituto Biodiversidade e Clima, além de consultorias especializadas e representantes da própria mineradora Braskem.
O trabalho das equipes mista consiste na checagem minuciosa das estruturas físicas das residências, registrando o surgimento ou a evolução de fendas, rachaduras e deformações em paredes e pisos. As constatações visuais feitas pelos engenheiros não são analisadas de forma isolada: os dados de campo são cruzados com imagens de satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e informações de equipamentos de precisão capazes de detectar deslocamentos milimétricos na superfície e no subsolo dos bairros afetados.
A varredura periódica visa garantir o acompanhamento contínuo da integridade das habitações e fornecer subsídios técnicos que fundamentem eventuais revisões nas fronteiras de risco da região. O Comitê reforça que a realização das inspeções faz parte da rotina de prevenção e monitoramento, sem significar, necessariamente, um avanço imediato do fenômeno geológico ou a necessidade de ampliação das evacuações vigentes na cidade.







