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Braskem anuncia encerramento da Unidade de Cloro-Soda em Maceió para janeiro de 2026

Fim da mineração de sal-gema marca nova fase na produção petroquímica de Alagoas com impactos econômicos e ambientais.
Imagem: Ufal
Braskem encerra em 2026 a Unidade de Cloro-Soda em Maceió, finalizando a mineração de sal-gema que causou afundamentos em bairros da capital.

A Braskem comunicou à Algás (Gás de Alagoas S.A.) que encerrará as operações da Unidade de Cloro-Soda (UCS), localizada no Pontal da Barra, em Maceió, a partir de janeiro de 2026. A decisão está alinhada ao fim definitivo da exploração de sal-gema pela empresa, que causou afundamentos no solo de cinco bairros da capital alagoana.

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Em entrevista recente, o presidente da Braskem, Roberto Ramos, confirmou que a empresa não retomará atividades de mineração, encerrando essa operação que não fazia parte do foco petroquímico da companhia. Os bairros mais afetados pela extração foram Bebedouro, Mutange, Pinheiro, Bom Parto e parte do Farol, onde ocorreram danos geológicos que resultaram no esvaziamento dessas áreas.

O fechamento da UCS está vinculado ao plano de desativação das minas de sal-gema em Alagoas, matéria-prima essencial para produção de PVC e soda cáustica. A Algás, controlada majoritariamente pelo governo estadual, convocou reunião para 15 de agosto para avaliar os impactos da medida.

A unidade gera aproximadamente R$ 5,1 bilhões anuais e emprega cerca de 4,1 mil trabalhadores diretos e indiretos, além de injetar mais de R$ 960 milhões na economia local. Especialistas alertam que a paralisação poderá afetar toda a cadeia plástico-química do estado, que depende desses insumos.

Desde 2019, a Braskem substituiu o sal-gema extraído localmente por importações do Chile, porém a logística é vista como inviável a longo prazo. Em 2025, pelo menos 50 funcionários foram transferidos para outras unidades da empresa em diferentes estados, sem confirmação de uma desativação total na região.

A mineradora iniciou o processo de preenchimento das cavidades deixadas pelas minas, utilizando água e areia para evitar novos desmoronamentos e instabilidades geológicas. Segundo Ramos, essa operação complexa deve durar cerca de dez anos, pois exige cuidado para garantir a estabilidade das estruturas subterrâneas.

Comunidades próximas às áreas impactadas, como as flexais de cima e de baixo, seguem pleiteando inclusão nos programas de compensação, tendo ficado isoladas após o fechamento de serviços públicos essenciais devido ao afundamento.

*com informações do site É Assim

MaceióBrasil