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Ultraprocessados já representam 23% da alimentação dos brasileiros

Cientistas liderados por pesquisadores da USP apontam avanço do consumo de ultraprocessados em 93 países, associado a riscos à saúde.
Imagem: Freepik

A participação de alimentos ultraprocessados na dieta dos brasileiros mais que dobrou desde os anos 1980, chegando atualmente a 23%. O dado faz parte de uma série de artigos publicados por mais de 40 cientistas, com coordenação da Universidade de São Paulo (USP), que analisou o fenômeno em 93 países. O levantamento ressalta que o aumento ocorre em todas as faixas de renda e está atrelado à atuação de grandes corporações do setor alimentício.

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Nos Estados Unidos, os ultraprocessados já correspondem a mais de 60% da alimentação, enquanto no Reino Unido permanecem estáveis em 50%. Os pesquisadores destacam que alimentos desse grupo são associados à ingestão excessiva de calorias, menor qualidade nutricional e maior risco de doenças crônicas, como câncer, diabetes tipo 2 e problemas cardiovasculares. Uma revisão sistemática de 104 estudos revelou que a maior parte registrou aumento de riscos à saúde vinculados ao alto consumo desses produtos.

Entre as recomendações, estão restrições à publicidade, sinalização clara de aditivos nas embalagens e proibição de ultraprocessados em instituições públicas, como escolas e hospitais. Os cientistas defendem políticas para estimular o consumo de alimentos frescos e inibir o avanço dos industrializados.

*com informações da Agência Brasil

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