Mesmo com a queda no preço do petróleo e a inflação abaixo das expectativas em 2025, o valor dos combustíveis deve subir em 2026. A alta não será resultado de custos de produção, mas da decisão dos estados de aumentar a cobrança do ICMS.
A partir de janeiro, a alíquota do imposto passará de R$ 1,47 para R$ 1,57 por litro da gasolina e do etanol. O diesel terá aumento de R$ 1,12 para R$ 1,17 por litro, e o gás de cozinha subirá de R$ 1,39 para R$ 1,47 por quilo. A decisão foi oficializada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e publicada no Diário Oficial da União em 8 de setembro.
Impacto no consumidor
O economista Igor Lucena avalia que os estados estão aproveitando o alívio nos preços internacionais para elevar a arrecadação. “O petróleo caiu, o dólar se estabilizou e, mesmo assim, o combustível vai ficar mais caro. Isso não é política tributária; é política de arrecadação”, afirmou.
De acordo com o Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (Ineep), em agosto o petróleo recuou 4,5%, enquanto a gasolina caiu apenas 0,3% nas bombas. O boletim do instituto aponta que a margem bruta de distribuição e revenda subiu de 15,5% em janeiro para 20,9% em agosto, absorvendo parte da queda que poderia chegar ao consumidor.









