O Nordeste brasileiro poderá contar, em breve, com uma companhia aérea regional de caráter estatal voltada para conectar cidades do interior aos principais destinos turísticos da região. A proposta está sendo analisada pelo governo federal em parceria com o Consórcio Nordeste, que reúne os governadores dos nove estados da região. O objetivo é ampliar a integração aérea, melhorar a mobilidade entre os municípios e impulsionar o turismo local.
A discussão surge em um momento de incerteza no setor aéreo, com a possível fusão entre as companhias Azul e Gol. O movimento pode concentrar ainda mais a malha aérea e reduzir a oferta de voos para cidades de médio porte e destinos turísticos fora do eixo principal, muitos dos quais já enfrentam dificuldades para manter rotas regulares. A nova companhia teria como missão preencher essas lacunas, oferecendo conectividade a regiões atualmente pouco atendidas pelas grandes operadoras.
O ministro do Turismo, Celso Sabino, confirmou durante um evento no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, que o tema está sendo debatido. Ele afirmou que o Consórcio Nordeste estuda a concessão de incentivos para viabilizar a criação de uma nova companhia aérea regional, que pode assumir um modelo estatal sob coordenação dos próprios estados.
A proposta está alinhada com a estratégia do consórcio de promover um turismo mais integrado entre os estados e reduzir desigualdades regionais. A ideia é oferecer uma malha aérea mais eficiente e acessível, conectando polos turísticos a cidades do interior e criando novas oportunidades econômicas para o setor de viagens e hospedagem.









