A distribuição de gás de cozinha no Brasil segue atualmente um modelo reconhecido internacionalmente pela segurança e rastreabilidade, no qual cada botijão recebe a marca em alto-relevo da empresa responsável, o que facilita manutenção e fiscalização, de acordo com o Sindigás. Entretanto, uma proposta em análise pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) sugere mudanças: permitir que diferentes distribuidoras envasem botijões que não sejam de sua marca, com enchimento fracionado e possível realização em pequenas instalações, até mesmo em áreas urbanas, adotando futuramente um sistema digital de rastreamento.
Segundo representantes do setor, como o Sindigás, e especialistas do Instituto Locomotiva, as alterações levantam preocupações sobre riscos de fraude, adulteração, queda no controle de qualidade e aumento da insegurança para o consumidor, já que o vínculo entre recipiente e empresa seria fragilizado. A pesquisa mostra que a maioria dos brasileiros valoriza a marca impressa como garantia de procedência e qualidade do produto.
A discussão sobre o futuro do modelo ocorre enquanto o Governo Federal lança o Programa Gás do Povo, que busca ampliar o acesso ao GLP para famílias de baixa renda. O setor destaca que eventuais mudanças não podem comprometer padrões de segurança, a efetividade da fiscalização e a confiabilidade do abastecimento doméstico.









