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Mounjaro é aprovado pela Anvisa para tratamento de sobrepeso e obesidade

Medicamento injetável, que já era usado para diabetes tipo 2, agora tem indicação em bula para auxiliar na perda de peso.
Imagem: MKPhoto12/Shutterstock
A Anvisa aprovou o medicamento Mounjaro (tirzepatida) para perda de peso. Saiba para quem é indicado, como funciona, o custo e as recomendações de tratamento.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou uma nova indicação para o medicamento Mounjaro no Brasil. O fármaco, cujo princípio ativo é a tirzepatida, agora pode ser prescrito para auxiliar no tratamento de sobrepeso e obesidade. A substância já era aprovada no país desde 2023, mas sua recomendação em bula se restringia ao controle do diabetes tipo 2.

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Fabricado pela farmacêutica Lilly, o Mounjaro se junta ao grupo de medicamentos injetáveis conhecidos como “canetas emagrecedoras”, que inclui outras substâncias como a semaglutida (Ozempic e Wegovy) e a liraglutida (Saxenda). Seu diferencial, segundo especialistas da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), está no mecanismo de ação duplo, que atua em dois hormônios (GLP-1 e GIP), enquanto as moléculas anteriores atuavam apenas em um.

A nova indicação é direcionada a pacientes com Índice de Massa Corpórea (IMC) acima de 30 kg/m², o que configura obesidade, ou para aqueles com IMC superior a 27 kg/m² (sobrepeso) que apresentem ao menos uma comorbidade associada. Com a liberação, a tirzepatida se consolida como uma nova geração de medicamentos para o manejo do peso.

Apesar da eficácia, o tratamento demanda mudanças no estilo de vida. Conforme apontam diretores da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, o uso do medicamento deve ser acompanhado de uma alimentação balanceada e da prática regular de exercícios físicos para garantir resultados. O custo também é um fator relevante, com o tratamento mensal podendo variar entre R$ 1,4 mil e R$ 2,3 mil, a depender da dosagem.

Como outros medicamentos, o Mounjaro pode apresentar efeitos colaterais, principalmente gastrointestinais. É importante ressaltar que o uso da medicação não foi testado em gestantes ou lactantes, sendo contraindicado para estes grupos.

MaceióBrasil