O Brasil registrou forte avanço nas exportações de carne suína em 2025. Entre janeiro e agosto, o volume embarcado aumentou 72% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada/USP).
Dados da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal) apontam que foram exportadas 970,3 mil toneladas, contra 870,2 mil toneladas em 2024. O desempenho confirma a maior presença brasileira no mercado internacional da proteína.
O Chile ganhou destaque ao ultrapassar a China como segundo maior destino da carne suína brasileira. Em julho, o país importou 14,5 mil toneladas, quase o dobro do registrado em janeiro. Em agosto, foram 13,3 mil toneladas. A China, que tradicionalmente ocupava a vice-liderança, caiu para a terceira posição.
Segundo analistas, a mudança está relacionada ao reconhecimento do Paraná como área livre de febre aftosa sem vacinação e de peste suína clássica, decisão tomada pelo governo chileno em abril. Esse status permitiu que exportadores paranaenses ampliassem os embarques a partir de julho.
A produção nacional deve alcançar patamar inédito em 2025. A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) projeta 5,8 milhões de toneladas, enquanto a ABPA estima 5,4 milhões. O Brasil já ocupa a quarta posição mundial em produção de carne suína.
O aumento da demanda externa e do consumo interno elevou os preços do suíno vivo. Em agosto, o valor médio variou entre R$ 8,15 no Rio Grande do Sul e R$ 8,76 em São Paulo, contrariando a tendência de queda que costuma marcar o segundo semestre.
O crescimento nas exportações reforça a competitividade brasileira no mercado global de proteína animal. Para manter esse ritmo, o setor ainda enfrenta desafios relacionados à logística portuária, aos custos de insumos e à manutenção dos padrões sanitários.
A expectativa é que a demanda siga aquecida, especialmente na Ásia e na América Latina, consolidando o Brasil como um dos principais exportadores de carne suína do mundo.









