O documentário “Meu Amigo Lorenzo”, dirigido pelo cineasta e músico André Luiz Oliveira, está em exibição no Cine Arte Pajuçara, em Maceió, e é considerado o primeiro longa-metragem brasileiro a tratar simultaneamente do autismo e da musicoterapia. A produção integra o Circuito Inclusivo Petrobras, projeto que leva sessões acessíveis e debates sobre inclusão a diversas capitais do país, com apoio da Lei do Audiovisual e da ANCINE.
O filme retrata 15 anos da trajetória de Lorenzo Barreto, músico brasiliense diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), mostrando como o contato com a música e a terapia sonora influenciaram seu desenvolvimento emocional e social. As gravações acompanharam desde as primeiras sessões de musicoterapia, iniciadas quando Lorenzo tinha quatro anos, até sua vida adulta, revelando um processo contínuo de autoconhecimento, expressão e convivência com o som.
Segundo o diretor, a proposta do documentário é mostrar como a música pode funcionar como um meio de comunicação genuíno, especialmente para pessoas no espectro autista, que muitas vezes encontram na arte sonora uma forma de traduzir emoções e pensamentos. A musicoterapeuta Clarisse Prestes, que atuou como consultora no projeto, ressalta que o trabalho com Lorenzo se baseou no respeito à individualidade e nas respostas espontâneas do participante, sem imposições ou padrões fixos.
A exibição em Maceió faz parte de um circuito nacional de sessões inclusivas que busca aproximar o público da temática do autismo e ampliar o debate sobre terapias alternativas e acolhimento. As sessões acontecem entre 23 e 29 de outubro, incluindo exibições com acessibilidade e participação do diretor e da musicoterapeuta em bate-papos após as projeções. A ficha técnica do longa inclui roteiro e direção de André Luiz Oliveira, pesquisa e consultoria de Clarisse Prestes, produção executiva de Carina Bini e trilha sonora composta pelo próprio diretor.
A proposta do circuito é estimular a formação de novos olhares sobre a inclusão social por meio do cinema, aproximando comunidades, profissionais da saúde e o público em geral de histórias reais que unem arte e sensibilidade. Em Maceió, a iniciativa reforça o papel do Cine Arte Pajuçara como espaço de difusão de produções independentes e de incentivo ao debate cultural sobre diversidade e acessibilidade.









