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Cavalo de R$ 12 milhões morre em Alagoas com suspeita de ração contaminada

Quantum de Alcatéia era uma das maiores promessas da raça Mangalarga Marchador; mais de 200 cavalos morreram no país após consumo de produtos da mesma empresa.
Imagem: Arquivo pessoal/Luciano Conceição
Cavalo premiado avaliado em R$ 12 milhões morre em Alagoas com suspeita de intoxicação por ração. Mais de 200 equinos morreram em todo o país.

Um dos garanhões mais valiosos e premiados do Brasil, Quantum de Alcatéia, morreu no município de Atalaia, Alagoas, com suspeita de intoxicação alimentar. Avaliado em R$ 12 milhões, o cavalo da raça Mangalarga Marchador vivia no haras Nova Alcateia e apresentou sintomas graves após uma troca na ração fornecida. Ele não resistiu e morreu no dia 25 do mês passado, a poucos meses de completar sete anos.

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Considerado uma das grandes promessas da raça, Quantum era campeão nacional e já havia conquistado premiações importantes em competições de alto nível. O animal era também parte de um consórcio de acionistas, modelo em que vários investidores compartilham os custos e lucros de cavalos de elite.

Segundo informações do haras, a morte de Quantum está relacionada a uma possível contaminação na ração produzida pela empresa Nutratta Nutrição Animal. Até o dia 7 de junho, 69 cavalos haviam morrido no mesmo local com sintomas semelhantes. Laudos preliminares de laboratórios oficiais apontaram a presença de substância altamente tóxica para equinos e outras espécies.

Técnicos do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) estiveram no haras entre os dias 9 e 12 de junho para coletar amostras da ração e realizar necropsias nos animais. O órgão confirmou que todos os equinos afetados haviam consumido produtos da Nutratta.

Diante da gravidade do caso, o Governo Federal determinou o recolhimento de todos os produtos da empresa destinados a equídeos, fabricados a partir de 21 de novembro de 2024. A comercialização da ração Forrage Horse, também da Nutratta, já havia sido suspensa em 4 de junho. Até o momento, mais de 200 mortes de equinos foram registradas em propriedades de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Alagoas.

As investigações seguem em andamento, e a empresa está sob sanções e restrições comerciais por risco à saúde animal. Em nota, o haras Nova Alcateia afirmou que “seguirá tomando todas as providências para que os responsáveis sejam punidos e para que episódios como esse não se repitam”.

MaceióBrasil