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Braskem fecha acordo de R$ 1,2 bilhão para reparar danos em solo de Maceió

Empresa e governo de Alagoas estipulam pagamento em dez parcelas anuais até 2030 para ressarcir impactos ambientais e patrimoniais.
Braskem e governo de Alagoas firmam acordo de R$ 1,2 bi para compensar danos pelo afundamento do solo em Maceió.

A Braskem e o governo de Alagoas firmaram um acordo de R$ 1,2 bilhão para compensar os danos ambientais e o afundamento do solo causados pela extração de sal-gema em bairros de Maceió. Segundo a petroquímica, R$ 139 milhões já foram repassados, e o restante será pago em dez parcelas anuais, previstas até 2030, conforme comunicado oficial. O entendimento prevê indenização, ressarcimento e reparação integral ao Estado, incluindo a extinção de uma ação judicial movida pelo governo, ainda pendente de homologação.

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De acordo com a Associação do Movimento Unificado das Vítimas da Braskem, os impactos são estimados em R$ 30 bilhões e o acordo não cobre integralmente as despesas previstas pelo governo para recuperar Maceió. O diretor da associação aponta que a população deve arcar com uma parte dos custos de reestruturação, que seriam responsabilidade da empresa. O governo estadual não se manifestou até a publicação da reportagem.

As atividades de extração iniciaram na década de 1970 e, em 2018, os primeiros problemas de instabilidade e tremores foram registrados, levando à evacuação de milhares de moradores em cinco bairros. Estudos do Serviço Geológico do Brasil confirmaram a relação entre a mineração e o afundamento do solo, com mais de 14 mil imóveis desocupados desde então. A empresa encerrou as operações das minas em 2019 e segue com as ações de estabilização e indenização aos afetados.

MaceióBrasil