Alagoas apresentou, em 2024, a maior taxa de analfabetismo entre os estados brasileiros. De acordo com a Síntese de Indicadores Sociais divulgada pelo IBGE, 14,2% da população com 15 anos ou mais não sabe ler nem escrever. O resultado permanece estável em relação ao ano anterior e supera as médias do Nordeste e do país. Entre as capitais, Maceió aparece com o maior percentual, de 6,4%.
Os dados também mostram diferenças nas etapas de escolarização. A frequência escolar entre crianças de 6 a 14 anos ultrapassa 94%, o que indica universalização do ensino fundamental. A presença dos estudantes cai nos níveis seguintes: no ensino médio, a taxa líquida é de 69,8%, e no ensino superior, apenas 18,2% dos jovens entre 18 e 24 anos estão matriculados, o menor índice entre os estados. As turmas da rede pública apresentam média de 18 alunos na educação infantil, 25 no ensino fundamental e 37 no ensino médio.
Para o IBGE, os números refletem desafios estruturais que afetam o avanço educacional no estado. Segundo a coordenação local do instituto, a persistência de altas taxas de analfabetismo e a queda na continuidade escolar evidenciam que desigualdades históricas ainda influenciam o desempenho dos indicadores.
No âmbito municipal, a Secretaria de Educação de Maceió informou que a capital tem registrado redução contínua do analfabetismo. O índice passou de 8,4% no Censo de 2022 para 7,2% na PNAD de 2024 e chegou a 6,4% no levantamento do IBGE. Entre as iniciativas em andamento estão ações direcionadas à Educação de Jovens, Adultos e Idosos, parcerias com instituições de formação profissional e programas de alfabetização para a idade certa.
A pasta também cita o avanço da cidade em avaliações municipais e estaduais e afirma que continuará implementando projetos voltados à ampliação do acesso, permanência e aprendizagem na rede pública.
*com informações do TNH1









