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Dia Mundial do Coração reforça importância da prevenção das doenças cardiovasculares

Cardiologista da Santa Casa de Maceió alerta para fatores de risco, sintomas do infarto e importância do acompanhamento periódico da saúde

Cardiologista da Santa Casa de Maceió alerta para fatores de risco, sintomas do infarto e importância do acompanhamento periódico da saúde

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Dor no peito, falta de ar, palpitações e cansaço podem indicar que algo não vai bem com o coração, mas muitas doenças cardiovasculares evoluem de forma silenciosa e só apresentam sintomas quando já existem complicações. No Dia Mundial do Coração, celebrado nesta terça-feira (29), a cardiologista e gerente de Ensino e Pesquisa da Santa Casa de Maceió, Alayde Rivera, chama atenção para a prevenção e o controle dos principais fatores de risco.

Entre eles estão hipertensão arterial, colesterol LDL elevado, diabetes e tabagismo. O excesso de peso e a inatividade física também contribuem para o desenvolvimento de problemas cardiovasculares, principalmente por estarem associados a outras condições que aumentam o risco de infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

“A hipertensão arterial é a doença que mais contribui para que essas duas condições levem à mortalidade. Entre os principais fatores de risco estão a pressão alta, o LDL colesterol elevado, o diabetes mellitus e o hábito de fumar”, explica Alayde Rivera.

Segundo a cardiologista, o excesso de peso pode contribuir para o desenvolvimento de hipertensão, diabetes e alterações no colesterol, enquanto a falta de atividade física favorece o ganho de peso. “É um dominó com várias pedras, em que uma vai derrubando a outra e trazendo problemas e complicações para as nossas vidas. O importante é que hoje conhecemos esses fatores e também sabemos como abordá-los para diminuir o risco”, afirma.

O fato de algumas dessas alterações não provocarem sintomas reforça a necessidade do acompanhamento periódico. A orientação é que, a partir da vida adulta, as pessoas conheçam indicadores básicos do próprio organismo, como peso, frequência cardíaca, pressão arterial, glicemia em jejum, colesterol e triglicerídeos.

“A partir do momento em que você se torna adulto, precisa pelo menos uma vez por ano conhecer os seus números. À medida que o tempo passa, essas medidas iniciais servem como parâmetros. Quando elas mudam, é possível fazer o diagnóstico antes que as complicações apareçam”, orienta.

A avaliação periódica permite identificar, por exemplo, uma elevação persistente da pressão arterial em uma pessoa que anteriormente apresentava níveis considerados adequados. Alayde lembra ainda que os cuidados com a saúde cardiovascular não estão restritos aos indicadores físicos. Estresse, ansiedade e depressão crônicos também podem contribuir para alterações nos vasos sanguíneos relacionadas ao infarto e ao AVC.

Quando os sintomas aparecem, saber reconhecê-los é fundamental. A dor no peito é a manifestação mais frequente do infarto e, segundo a cardiologista, está presente em cerca de 85% dos casos. Uma dor intensa e persistente, que não melhora com o repouso, especialmente quando acompanhada de suor excessivo, mãos frias e alteração dos batimentos cardíacos, exige atenção.

“Se você tem fatores de risco e apresenta esse quadro, não pode ficar em casa esperando melhorar. É preciso procurar um serviço de atendimento de urgência, porque existe a possibilidade do diagnóstico precoce e também do tratamento precoce”, alerta.

Para quem já recebeu o diagnóstico de hipertensão, diabetes ou colesterol elevado, a adesão ao tratamento é outra medida essencial. A melhora dos índices não significa que os medicamentos possam ser suspensos por conta própria, já que os resultados controlados podem ser consequência justamente do tratamento.

“Se você tem pressão, LDL ou glicemia elevados, o tratamento traz esses valores para os níveis adequados. O medicamento controla. Quando você para de tomar, esses valores voltam a se elevar”, explica Alayde.

No caso da hipertensão, a cardiologista ressalta que, na maioria das vezes, o tratamento é contínuo. Existem situações em que a elevação da pressão pode estar relacionada a outras doenças ou ao uso frequente de determinados medicamentos, como alguns anti-inflamatórios. Por isso, a investigação médica é importante para identificar a causa e definir a conduta adequada para cada paciente.

Para Alayde Rivera, conhecer os próprios indicadores de saúde e acompanhar suas mudanças ao longo dos anos permite agir antes que as doenças cardiovasculares provoquem complicações. Controle da pressão, glicemia e colesterol, atividade física, manutenção do peso adequado, abandono do cigarro e uso correto dos medicamentos fazem parte desse cuidado.

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