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UFV produz primeiros embriões de jumento Nordestino em laboratório para evitar extinção

Técnica in vitro de alta precisão preserva o material genético da espécie nordestina, que perdeu 94% do rebanho nacional desde os anos 1990.
Pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa (UFV), em parceria com a UFRPE e a UFAPE, produziram em laboratório os primeiros embriões de jumentos da raça Nordestina do mundo, visando evitar a extinção da espécie cuja população sofreu uma queda de 94% no Brasil desde a década de 1990.

Cientistas do Laboratório de Reprodução de Animais de Produção (Reprolab) da Universidade Federal de Viçosa (UFV) alcançaram a produção in vitro dos primeiros embriões do ecótipo jumento Nordestino no mundo. A conquista científica empregou a técnica de Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoide (ICSI) com material genético coletado na Fazenda Jegue Land, na Bahia, resultando na vitrificação ultrarrápida dos embriões para armazenamento em banco genético. A tecnologia surge como uma resposta emergencial à drástica redução de 94% da população de asininos no território brasileiro registrada desde o final da década de 1990.

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O projeto de mestrado, desenvolvido em articulação com pesquisadores da UFRPE e da UFAPE, adapta protocolos de reprodução assistida às especificidades biológicas da espécie, que historicamente apresenta maior complexidade reprodutiva em relação aos equinos. Nas próximas etapas do estudo, a equipe acadêmica prevê o aperfeiçoamento das rotinas de laboratório e a transferência dos embriões congelados para jumentas e mulas receptoras, com a meta de viabilizar gestações e o nascimento dos primeiros espécimes gerados por inseminação de alta precisão.

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