Diversos setores da economia nacional começaram a traçar estratégias operacionais e financeiras para adaptar suas rotinas ao término da escala de trabalho 6×1, aprovado pelo Congresso Nacional. Com a promulgação da proposta, a jornada máxima semanal cairá de 44 para 42 horas sem redução salarial, estabelecendo dois dias de descanso por semana após o prazo de transição de 60 dias. Entidades patronais do comércio, indústria, saúde e turismo classificam a carência de dois meses como insuficiente e preveem a adoção de medidas emergenciais para manter o funcionamento contínuo das atividades.
Para mitigar o impacto imediato da nova jornada, a indústria planeja expandir o uso do banco de horas e acelerar investimentos em automação fabril, visando compensar a escassez de mão de obra qualificada no mercado. No comércio e no setor hoteleiro, executivos projetam o aumento do trabalho intermitente, o uso de diárias e o crescimento da rotatividade de pessoal, além do repasse de custos operacionais aos preços finais praticados ao consumidor. O segmento de saúde privada aponta a necessidade urgente de renegociações coletivas com sindicatos para assegurar a escala de equipes de apoio que atuam em regime de 24 horas.
A velocidade da transição brasileira contrasta com modelos adotados na América Latina e na Europa, onde a redução da carga horária semanal foi implementada de forma gradual em períodos de quatro a cinco anos. Diante das transformações, confederações empresariais defendem contrapartidas governamentais, como desoneração da folha de pagamento e linhas de crédito subsidiadas, para amenizar os riscos de demissões e desequilíbrio econômico durante a fase de adaptação.







