O Ministério da Saúde deu início às tratativas para incorporar os medicamentos análogos de GLP-1, conhecidos como canetas emagrecedoras, ao catálogo de distribuição do Sistema Único de Saúde (SUS). Em pedido formalizado à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), a pasta solicitou a criação de diretrizes para o atendimento de pacientes com obesidade. O governo federal estima um orçamento de R$ 1,5 bilhão por ano para sustentar a distribuição nacional, condicionado à redução de 80% a 90% nos preços pela compra em grande escala e transferência de tecnologia para laboratórios públicos.
A proposta prevê a combinação do tratamento farmacológico a ações de reeducação alimentar e programas de exercício físico, como as unidades da Academia da Saúde. A Conitec, que anteriormente rejeitou pedidos de incorporação devido ao alto custo e à falta de suporte multiprofissional integrado, avaliará os critérios de elegibilidade para delimitar o público atendido entre os cidadãos acompanhados na atenção primária da rede pública.








