O nível de felicidade autorreferida pela população brasileira registrou uma retração acentuada de 28,4 pontos percentuais no intervalo de sete meses, passando de 89,5% em fevereiro para 61,1% em setembro. A acentuada queda no índice de bem-estar reflete um estado de exaustão mental coletiva impulsionado por tensões políticas, crise de endividamento e impacto das redes sociais. O diagnóstico integra a nova edição da pesquisa O Mapa da Felicidade Real no Brasil, que ouviu 1.500 pessoas em todas as regiões do país.
Especialistas e psicólogos que analisaram o levantamento apontam que o aumento do tempo diante das telas e a busca contínua por estímulos digitais colocam o cérebro em estado constante de alerta e defesa, prejudicando a capacidade de relaxamento e vínculos afetivos reais. O estudo revelou ainda que a frustração relacionada ao consumo de mídias digitais avançou no mesmo período: o percentual de entrevistados que afirmam sentir tristeza ao consumir conteúdos em plataformas digitais subiu de 51% para 66,1%.








