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Cachorro coçando o rosto com frequência pode indicar problema de saúde

Comportamento comum entre cães pode ser sinal de alergia, infecção ou até doença neurológica.
Imagem: Freepik
Comportamento de cachorro esfregando o rosto com frequência pode indicar problemas de saúde e exige atenção dos tutores.

Ver um cachorro esfregando o rosto com as patas é um comportamento que, à primeira vista, pode parecer inofensivo ou até engraçado. Em muitos casos, realmente não há motivo para preocupação: o gesto pode fazer parte da rotina de higiene do animal, especialmente após as refeições ou ao acordar. No entanto, quando o movimento se torna frequente ou é realizado com intensidade, o sinal merece atenção.

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O ato de coçar a face pode ter diversas causas. Em situações pontuais, cães utilizam as patas para se limpar ou demonstrar prazer após comer, o que é considerado normal. Alguns ainda usam o gesto como forma de comunicação, buscando chamar atenção ou expressar contentamento, principalmente entre raças mais expressivas.

Por outro lado, o comportamento insistente ou acompanhado de sinais de desconforto pode indicar problemas de saúde. De acordo com a Southeast Veterinary Neurology (SEVN), entre os fatores associados à coceira recorrente estão a presença de corpos estranhos nos olhos ou no focinho, infecções oculares, problemas dentários, alergias alimentares ou ambientais, além da presença de pulgas e carrapatos na região da cabeça.

Produtos de higiene inadequados e o contato com plantas tóxicas também podem causar irritações que levam o animal a coçar a face com frequência. Em alguns casos, a coceira pode se estender para as orelhas e o pescoço, ampliando as possibilidades de diagnóstico.

Uma condição neurológica que merece destaque é a malformação de Chiari. Trata-se de uma doença hereditária que afeta principalmente cães de pequeno porte, como o Cavalier King Charles Spaniel. A compressão na parte posterior do cérebro causada pela malformação pode provocar dores intensas e manifestações como o ato de esfregar de forma obsessiva o rosto, o pescoço e as orelhas.

A observação atenta por parte dos tutores é essencial. Quando o comportamento é persistente e vem acompanhado de sinais como dor, vermelhidão, secreções ou alterações no humor do animal, é recomendável buscar avaliação veterinária. O diagnóstico precoce contribui para um tratamento mais eficaz, que pode variar desde mudanças na alimentação até procedimentos cirúrgicos, a depender da origem do problema.

MaceióBrasil