A transformação na composição das famílias brasileiras e a preferência por imóveis compactos estão redesenhando as prateleiras dos supermercados e pet shops. Um levantamento nacional divulgado pela empresa de inteligência de dados Scanntech revelou que a categoria de alimentação para felinos saltou de 28,4% para 31,0% de participação no varejo alimentar. Embora a comida para cães continue na liderança das vendas do setor, sua fatia encolheu de 56,2% para 54,1% no mesmo período, confirmando uma transição de consumo que ganha força desde a pandemia.
A explicação para a ascensão dos gatos reside na transição demográfica do país. Dados do Censo do IBGE mostram a expansão de lares unipessoais e casais sem filhos, ambientes em que os felinos ganham preferência pela independência e facilidade de adaptação a espaços menores. As métricas extraídas diretamente dos cupons fiscais indicam que o crescimento da categoria decorre do aumento do volume de produtos levados para casa, com destaque para a disparada de 26,1% no faturamento de petiscos e petiscos úmidos.
O diagnóstico de mercado revelou ainda comportamentos distintos em segmentos periféricos do setor pet. Enquanto os itens de vestuário e suplementos registraram saltos expressivos nas vendas impulsionados pela alta demanda dos tutores, produtos de higiene sofreram reajustes de preços e as categorias de banho e acessórios registraram queda nas comercializações. A indústria do varejo alimentar ajusta as estratégias para atender a um consumidor cada vez mais disposto a investir em palatabilidade, conforto e nutrição de alta qualidade para os animais de estimação.







