A startup chinesa Z.ai, anteriormente conhecida como Zhipu, anunciou nesta segunda-feira (28) o lançamento do modelo de inteligência artificial GLM-4.5. A nova tecnologia, segundo a empresa, é mais econômica que o modelo DeepSeek e integra a estratégia chinesa de oferecer soluções abertas e de alta performance no mercado global de IA.
Construído com base no conceito de IA agentiva, o GLM-4.5 divide tarefas complexas em subtarefas para melhorar a precisão dos resultados. O modelo tem metade do tamanho do DeepSeek e exige apenas oito chips Nvidia H20 para funcionar. Esses chips são versões adaptadas para o mercado chinês devido a restrições de exportação impostas pelos Estados Unidos.
Apesar de as vendas desses chips estarem suspensas há três meses, a Nvidia informou que pretende retomar os envios, embora ainda sem prazo definido. A Z.ai afirma que já possui infraestrutura suficiente para manter as operações e não tem planos imediatos de novas aquisições.
O GLM-4.5 é gratuito para desenvolvedores e representa mais uma aposta do setor chinês em ampliar o acesso a modelos de IA robustos e versáteis. Além da Z.ai, outras empresas da China têm se movimentado. A Moonshot lançou o Kimi K2, focado em tarefas de programação, enquanto a Tencent apresentou o HunyuanWorld-1.0, que gera cenas tridimensionais. A Alibaba, por sua vez, divulgou o Qwen3-Coder, voltado para escrita de código.
Fundada em 2019, a Z.ai já recebeu mais de US$ 1,5 bilhão em aportes de investidores como Alibaba, Tencent, Qiming Venture Partners, Prosperity7 Ventures e fundos públicos chineses. A startup chegou a ser mencionada pela OpenAI em um alerta sobre o avanço da IA na China e integra atualmente a lista de entidades com restrições comerciais com empresas norte-americanas.
A tendência de modelos abertos, acessíveis e com aplicações específicas continua ganhando força. Com o GLM-4.5, a Z.ai reforça a posição da China na corrida global por soluções de inteligência artificial mais baratas e eficientes.









