A Meta, empresa proprietária do Instagram, justificou a remoção de publicações de autoridades do governo Lula, políticos e jornalistas como cumprimento a uma determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A medida proíbe a veiculação de conteúdos sintéticos gerados ou alterados por inteligência artificial que envolvam candidatos ou pessoas públicas durante o período de silêncio eleitoral. A big tech explicou à Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) que seus sistemas automatizados identificam e derrubam arquivos cujos metadados indiquem qualquer retoque por IA, inclusive em softwares de edição comuns como CapCut e Adobe Premiere.
A restrição gerou questionamentos de militantes de diferentes espectros políticos e de órgãos governamentais após a exclusão de postagens institucionais de ministros que utilizaram ferramentas de IA para aprimoramento de imagem. Enquanto o YouTube adotou a aplicação de rótulos informativos para arquivos com metadados sintéticos e o TikTok transferiu a responsabilidade do cumprimento aos próprios usuários, o TSE declarou que não se pronunciará sobre o procedimento operado pelas plataformas.







