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Efeitos nocivos da osteoporose estão associados a hábitos de vida

Assintomática, o diagnóstico da osteoporose pode chegar da pior forma, quando uma fratura na coluna, punho ou quadril acontece
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Histórias de idosos que sofreram fraturas após quedas, muitas delas sem aparente gravidade, mas que precisaram de cirurgia, fisioterapia e viram sua qualidade de vida cair, não é algo incomum. Boa parte desses casos é composto por vítimas da osteoporose, uma doença metabólica caracterizada pela redução progressiva da massa óssea, que leva o indivíduo a uma “fraqueza do osso” e atinge, anualmente, milhões de pessoas ao redor do mundo.

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Assintomática, o diagnóstico da osteoporose pode chegar da pior forma, quando uma fratura na coluna, punho ou quadril acontece

Para a geriatra da Santa Casa de Maceió, Helen Arruda, cuidar da saúde como um todo é a melhor conduta para evitar os efeitos nocivos da doença. “A osteoporose está relacionada a muitos fatores. O processo de envelhecimento é um deles. Nesse contexto, a menopausa contribui para redução da massa óssea, por isso vemos mais frequentemente o diagnóstico de osteoporose em mulheres idosas. Entre os homens, a doença atinge até 20% deles após dos 50 anos. Mas isso não significa que ela não acomete pessoas jovens. Por isso é tão importante fazer avaliações de rotina para investigar e tratar precocemente”, alerta a especialista.

A doença é dividida em primária e secundária. No primeiro caso, ocorre em cerca de 95% das mulheres pós-menopausa e em cerca de 80% dos homens mais idosos. Pessoas com antecedente familiar tem um risco maior de ter a doença, mas as estatísticas mostram que de 5 a 20% dos casos são causados por fatores secundários, em decorrência de doenças da tireoide, hepáticas ou renais, neoplasias, ou por uso de algumas medicações, como corticoides. Ou seja, o problema pode acometer qualquer faixa etária, não só pessoas idosas.

Assintomática, o diagnóstico da osteoporose pode chegar da pior forma, quando uma fratura na coluna, punho ou quadril acontece. Alguns estudos mostram uma mortalidade de até 20% em pessoas que sofrem fratura de fêmur no primeiro ano após o trauma. E as mulheres precisam redobrar essa atenção. Normalmente, a massa óssea feminina começa a reduzir após os 35 anos de idade, mas é muito mais intenso após a menopausa. Manter uma vida ativa e uma alimentação saudável desde jovem, ajuda a para prevenir fraturas e suas consequências.

“Quem pratica exercícios físicos regularmente tem ossos mais fortes e menos riscos de fraturas, portanto, o sedentarismo também está relacionado ao maior risco de ter a doença. O tabagismo e o excesso de bebida alcoólica também aumentam as chances de ter osteoporose. Outro ponto que deve priorizado é a manutenção de uma boa alimentação; a ingestão de quantidades adequadas de cálcio na dieta podem ajudar a prevenir da doença ”, finaliza a geriatra.