O Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) negou o pedido da Câmara Municipal de Rio Largo para suspender a liminar que mantém Carlos Gonçalves (PP) e Peterson Henrique (PP) nos cargos de prefeito e vice-prefeito. A decisão, assinada pelo desembargador Fábio Bittencourt nesta quinta-feira (3), anulou os efeitos da suposta renúncia dos gestores, que havia sido declarada pela Câmara na última segunda-feira (31).
A crise política no município começou após a leitura de uma carta de renúncia na Câmara, levando à extinção dos mandatos. No entanto, Gonçalves e Henrique negaram ter assinado os documentos e alegaram que a decisão parlamentar foi uma “tentativa de golpe”. O desembargador argumentou que a saída dos gestores violaria princípios democráticos e destacou indícios de falsidade ideológica nas cartas apresentadas.
O juiz Guilherme Bubolz Bohm, da 1ª Vara da Comarca de Rio Largo, já havia concedido liminar favorável ao prefeito e ao vice, classificando os documentos como “simplórios” e apontando sinais de adulteração. Com a negativa do TJAL ao pedido da Câmara, os gestores seguem no comando da prefeitura.