Maceió

Empresas de ônibus cogitam reajuste na tarifa já no início de 2018

Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Passageiros diz que queda no nº de usuários em Maceió gera prejuízo mensal superior aos R$ 4 milhões

O Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Passageiros de Maceió (Sinturb) encaminhou nota à imprensa, nesta quinta-feira (16), em que mostra um levantamento considerado preocupante pela entidade. É que, somente este ano, o transporte urbano da capital deixou transportar mais de 630 mil passageiros, o que representa uma queda de 10% se comparado com o mesmo período do ano passado. Em 2016, a média de usuários de ônibus da capital terminou em 6.439.737, perfazendo uma queda de mais de meio milhão de passageiros, o que explicaria a necessidade de reajuste da tarifa do transporte público em 2018.

No comunicado, a entidade externa sua preocupação com a presente realidade, já que este seria o maior declínio de passageiros dos últimos quatro anos. “Os empresários acreditam que este público não mudou de perfil, tendo migrado para outros transportes, como os veículos de aplicativos, além do transporte clandestino. Por isso, o sindicato faz um alerta às pessoas que necessitam do transporte, mas que fazem uso do mesmo de forma errada, com o dinheiro indo parar nas mãos dos irregulares”, diz o sindicato.

A entidade explica também que tais dados estão sendo registrados desde que as empresas Cidade de Maceió, São Francisco, Real Alagoas e Veleiro venceram a licitação da Prefeitura de Maceió, em 2015. De lá pra cá, o Sinturb afirma ter contabilizado uma queda de 17%, o que representa 1.175.035 usuários pagantes a menos por mês.

Na época em que a licitação foi fechada, em 2014, Maceió possuía uma média anual de 6.986.300. Neste mesmo ano, nos meses de julho a dezembro, o número passou dos sete milhões passageiros pagantes. As perdas, no entanto, começaram já no ano seguinte, com a média, segundo o Sinturb, ficando em 6.937.000.

Tarifa 2018

Por fim, o Sinturb alerta também que a queda de passageiros vai influenciar diretamente no aumento da tarifa prevista para janeiro de 2018. O reajuste, inclusive, já vem sendo discutido pela categoria, já que, ao longo dos quatro últimos anos, os empresários deixaram de receber mais de R$ 4 milhões mensais em razão da diminuição do número de passageiros.

“Outro ponto importante é que produtos ligados ao transporte público sofreram grandes reajustes este ano. Exemplo desta realidade é o valor do diesel. Em Maceió, em maio deste ano, as empresas pagavam R$ 2,30 por litro. Agora, pagasse R$ 3,00 pelo mesmo litro do diesel. Além disso, o governo federal anunciou para 2017 um aumento da tributação do PIS/Confins, em torno de 7%”, reforçou o sindicato, que não projeta, ao menos por enquanto, um novo valor para a passagem de ônibus.

O último reajuste ocorreu em fevereiro deste ano, quando a tarifa passou de R$ 3,15 para os atuais R$ 3,50.

DEIXE SEU COMENTÁRIO