Blog do Cidadão

Quando a gente presencia um assalto

Quando a gente presencia um assalto o sentimento de impotência que surge logo em seguida é inevitável. Aconteceu hoje, comigo.

Quando a gente presencia um assalto o sentimento de impotência que surge logo em seguida é inevitável. Aconteceu hoje, comigo. Não, eu não fui assaltado, mas me senti tão vítima quanto à mocinha que perdeu seus pertences quando se dirigia à UNIT, em Cruz das Almas.

Aqui em Maceió já fui assaltado três vezes. Na terceira eu resisti e não me levaram nada, mas sabemos dos riscos de se indispor com alguém que está ali pronto para matar ou morrer.

Mas voltemos para o caso de hoje.

Uma bela manhã de quarta-feira, às 6h30, quando inúmeras pessoas estão transitando pelo bairro, rumo ao trabalho, ao colégio, à universidade… um dia tão comum como os outros.

Enquanto aguardo o sinal abrir, no cruzamento entre a avenida Gustavo Paiva e a conhecida Ladeira do Óleo, vejo pela janela uma jovem mocinha tentando resistir, sem sucesso, a um assalto à luz do dia. O vagabundo toma-lhe a bolsa e pula da pequena ponte nas águas sujas do Riacho Águas de Ferro. Para a vítima, restou correr, chorar, lamentar.

A todos que, assim como eu, presenciaram e nada puderam fazer, restou a história. É mais um caso em mais um dia tão comum como os outros.

DEIXE SEU COMENTÁRIO